Annie's song (John Denver)
Aquarela (Toquinho)
Aquarela do Brasil
As Eagles Flew - Phyllis Avídan
Ave Maria
Bachianas Brasileiras Nº 5 (Vila Lobos)
Because you loved me
Calouro - Chorinho (Belini Andrade)
Carinhoso - Valsa Seresteira (Belini Andrade)
Chorinhos (Altamirinho Carrilho)
Choro Negro
Cinzas - Valsa (Belini Andrade)
Como é grande o meu amor por você
Danielle - Valsa (Belini Andrade)
Devaneio - Valsa (Belini Andrade)
El Condor Pasa
Fascinação
Flor amorosa (Choro)
Greensleeves
Jesus Alegria dos Homens
Luke
Luzes da Ribalta
Nossa Senhora
Over The Rainbow (Sobre o Arco Íris)
Prelúdio
Proezas de Solon - Choro
Rosa (Pixinguinha)
Saraband (Alegro)
Sonata - A. Mahaut - 1710
Sonata in D Minor - Prelude - 1764
Sonata in Sol Minor (1 a 4 M)
Sonda-me
VII Badniere
Vou Vivendo - Choro Serenata

 

A flauta é um dos instrumentos mais antigos que se conhece, tendo sido sempre muito utilizada tanto pela sua facilidade de construção, quanto pelo som melodioso, de timbre doce e suave que produz. A Flauta sempre permeou o pensamento do homem, sendo associada a seres mitológicos, aos espíritos da natureza, anjos, e até deuses...é bem perceptível a natureza mística que acompanha a Flauta, desde o seu surgimento, quando o ser humano a construia da tíbia ou de tubos de bambu, para fins festivos e/ou ritualísticos.
Até o barroco, a flauta transversal dividia igualmente o campo da instrumentação com as flautas retas, como a flauta doce. A partir do século XVIII é que a Flauta Transversal passou a ser mais importante, ocupando um posto titular no corpo das orquestras. Os motivos que levaram à ascensão da Flauta Transversal é, entre outros motivos, o maior poder de expressão, o timbre e o volume sonoro.
A flauta transversal, como a conhecemos hoje (ou "flauta de concerto"), data de 1871, a partir de um aperfeiçoamento feito pelo flautista e pesquisador de instrumentos Theobald Boehm (1794-1881), que descreveu seu modelo de flauta no livro "The Flute and Flute playing", publicado em 1922 por Dayton C. Miller.

Dentro de uma orquestra sinfônica há, geralmente, três flautistas no naipe; geralmente as Flautas estão numa espécie de "núcleo da orquestra" onde se encontram os principais instrumentos das Madeiras (Oboé, Clarineta, Fagote e claro a Flauta) já que os solos de uma melodia geralmente são confiados a eles. É ainda comum que as flautas, na orquestra, dobrem a melodia dos violinos, acrescentando-lhes suavidade, brilho e claridade. A Flauta é particularmente usada em passagens rápidas e salteadas - aliás, o virtuosismo na flauta se mostra também na agilidade. Diz-se que é o instrumento mais ágil da orquestra. Porém, não só a agilidade caracteriza um bom flautista, mas também a sua habilidade em produzir um volume de som equilibrado entre os registros e a pureza de seu timbre...a Flauta bem tocada parece "elevar-se", como se estivesse voando acima dos outros instrumentos. Em momentos de explosão a Flauta pode "desaparecer" porque seu timbre, por ser fluido, mistura-se com os outros instrumentos,entretanto nestas situações podemos percebe-la atuando através dos ruídos do sopro ou das ondulações do vibrato que lhe são, em certas proporções, características particulares.